sexta-feira, 25 de outubro de 2013

essa sucessão de desculpas inventadas e dores fingidas que chamam de vida.

domingo, 13 de outubro de 2013

eu tenho uma certa preguiça de engenheiros do hawaii. acho que tem alguma coisa a ver com meu primo, aquele. antes de viajar pra londres, ele gravou um cd pra mim, com uma dedicatória bonitinha, me chamando de ~meu anjo~ e tal. ouvi esse cd por noites a fio, sofrendinho. enfim, peguei nojinho do gessinger. daí hoje eu acordei às 4 e meia da manhã com um casal cantando. o moço do apartamento de cima, acho. em outros tempos eu ficaria puta, mas, cês lembram, eu to medicada. o fato é que eu achei a música bonitinha e guardei o refrão pra googlar depois. acabei de descobrir:


e eu to achando uma fofurice essa garota. e nem achei tão ruim ser acordada de madrugada. quer dizer, depois eles continuaram ouvindo e cantando engenheiros e daí eu quis esfregar cocô na porta deles.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

meu irmão se casou. e de toda a emoção e alegria, de todo pequeno gesto de imenso amor, o que me sobrou foi essa sensação terrível de estar só. eu nunca fui tão sozinha.

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fico me perguntando quanto tempo mais eu ainda vou me punir, quantas vezes mais eu vou precisar chafurdar na merda pra me sentir limpa, viva. quanto sofrimento ainda me cabe?

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eu tenho um psiquiatra, entre idas e vindas, há quase dez anos. foi ele quem me tratou da depressão e do transtorno de ansiedade. e de todas as recaídas. da última vez, ele disse pra minha mãe que meu problema era “angústia da separação”. ele interpretou essa constante sensação de inadequação, de não pertencimento como uma dificuldade de estar longe dos meus pais, saudade de casa, da minha cidade, enfim. e tentou me tranquilizar dizendo que logo eu voltaria pra casa, com dois títulos e tudo ficaria bem. ele não poderia estar mais errado, mas eu não argumentei porque, não sei bem, acho que por cansaço. só queria as minhas receitas e o esquema com canetas coloridas. deixei ele pensar que me descobriu.


eu tenho uma psicóloga, entre idas e vindas, há quase dez anos. foi ela quem esteve comigo quando eu tive uma depressão profunda e uma crise de ansiedade. foi ela quem esteve comigo em todas as recaídas. é sempre ela quem me acode quando, num desses raros momentos em que eu cosigo encarar a realidade, eu me desespero e perco o controle. como quando eu finalmente percebi que o remédio não me tiraria da minha letargia e resolveria todos os meus problemas. da última vez, ela me disse, depois de me olhar daquele jeito que me revela mais do que eu gostaria e poderia, que eu estava sozinha. sobre o sentimento de não pertencer a este mundo, ela me disse que todos estes, tão superiores, tão cheios de si, um dia ‘cairiam’ e perceberiam que somos todos da mesma matéria. e que eu não precisaria sofrer esta queda porque eu sou diferente. o que eu não consegui dizer é que, na verdade, eu já caí. e o fato é que eu não consegui me levantar. eu não consegui encontrar o caminho de volta. e se ela não puder me trazer de volta, ninguém mais pode.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

minha última compra na livraria cultura: 03 livros.
to calma, to equilibrada.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013