domingo, 26 de fevereiro de 2017

pra quem tá fuçando o arquivo do meu diarinho: aqui só presta esta arte e a minha crítica literária. o resto é rancor derramado e mágoa vencida. perde tempo não. 

sábado, 18 de fevereiro de 2017

minha professora dizia que a literatura tinha a função de "nos livrar do caos do inominável". besteira. o que nos livra do caos é antidepressivo mais umas gotinhas de rivotril. só as dorga salva. o resto é perfumaria.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

- cê emagreceu! tá de dieta?
- depressão. vem com perda de apetite e vontade de morrer. super recomendo.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

- to deprimida.
- bora mudar esses pensamentos.

porque, óbvio, o que me falta é ~pensamento positivo~.

tomar no cu.

TOMAR

NO 

CU

sábado, 7 de janeiro de 2017

vi uma @ explicando que estuda muito porque era deprimida e agora quer recuperar o tempo perdido. eu sempre fui depressiva funcional. tava na merda, mas estudava. mas também tenho uma sensação de tempo perdido e uma vontade (e pressa) ainda maior de preencher esse vazio. um conhecido, falando sobre a perda da mãe, disse que queria tanto viver que se fudeu. é isso. quero viver até me fuder. 

(fuder também seria bom, mas não vamos exigir demais do universo.) 

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

dizem que a gente se torna mais sábio com a idade. GRANDES BOSTA. eu to aqui com uma pilha de remédio que aumenta a cada ano, tentando lidar com fios brancos, marcas, sinais que aparecem da noite pro dia e insistindo em negar os efeitos da gravidade. e, ainda assim, quando eu olho pra ontem, sempre penso: "como você foi burra, juliana". 

todo. santo. dia.

pau no cu de quem inventou samerda.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

eu sou bem boa em disfarçar, eu disse. mas ele percebeu. e eu to aqui negando porque eu só consigo reconhecer quando já não dá mais pra disfarçar. porque eu não consigo admitir. porque eu tinha um plano, tive um plano a vida toda, e falhou. e teve toronto. que foi como estar escrevendo um texto e, por estar tão envolvida, não conseguir encontrar os problemas. e, depois de se afastar, respirar, limpar a mente, voltar com olhos frescos e enxergar os erros. foi o que eu fiz comigo. com a minha vida. e eu não gostei do que vi. de toda inércia, de tanto desperdício. de todo vazio. e teve ele. e eu voltei a me sentir viva. e como foi difícil voltar pro mesmo lugar com novos olhos. querer me sentir viva e livre e segura e, ao mesmo tempo, admitir que eu estava errada o tempo todo. de reconhecer que eu não sou nada, não tenho nada, não posso querer ser nada. eu preferia ter continuado morta e não saber.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

passei anos reclamando de ser ~só~ estudante depois dos 30. estudante profissional, como diz meu pai. mas agora eu evolui: sou desempregada. 
sucesso.

domingo, 11 de dezembro de 2016

atingindo altos níveis de constrangimento.

eu vim nessa vida pra passar vergonha, vamos encarar a verdade, né.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

você pode fugir de casa, sair do país, mas não consegue fugir de si mesma. toda aquela bagagem de loucura, as cicatrizes, os pacotinhos de mágoa. não dá pra escapar disso. 

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

você passa anos planejando e economizando pra realizar um desejo. aí vem um espírito de porco pra dizer "ah, mas a fulana fez mais e melhor e de graça!!11". puta que pariu.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

tava apagando umas páginas do google abertas no tablet que o tiago joga e achei um "juliana CHATA PRA CARAI". parece que eu falhei (também) em ser a tia legal.

domingo, 18 de setembro de 2016

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

o último ano do doutorado me destroçou, me tirou tudo o que eu reconhecia como parte de mim. massa amorfa metade agonia, metade desespero. mas tinha um fim. teve um fim. o que eu perdi, porém, não volta. continuo não-pessoa, ainda em desespero, mergulhada em autopiedade e autossabotagem. sem começo e sem fim.